Primeira etapa do circuito mundial de skate esquentou o Rio de Janeiro com a presença de alguns dos melhores skatistas do planeta
Em dez anos de existência, a primeira etapa do mundial de skate vertical nunca teve o brilho de tantas estrelas em um só half pipe. A presença de ídolos internacionais como os californianos Pierre Luc Gagnon, Danny Mayer, Neal Hendrix, os australianos Nathan Beck e Renton Millar, além de brasileiros de peso como o bicampeão mundial Bob Burnquist, Sandro Dias, cinco vezes número um do mundo, e uma nova geração cheia de gás, muito bem representada por novatos como Pedro Barros, Dan Cezar e Rony Gomes, fez desta a mais equilibrada das 10 edições comemoradas pelo evento em território carioca.
Montado na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, palco para este show recebeu a elite mundial do esporte numa mistura de gerações que provou com manobras e muita atitude a evolução deste esporte. A idade não estava em jogo com 14 ou 47 anos, os skatistas dividiram as atenções de um público fissurado na adrenalina exalada de uma rampa capaz de fazê-los voar alto.
Depois de três dias, o campeão foi coroado diante de uma platéia insandecida, que vibrava a cada sequência de truques completados com maestria pelos competidores.
Numa final emocionante, na manhã do último domingo os oito sobreviventes da prova tiveram direito à 5 voltas de 30 segundos cada, valendo as duas melhores. Na grande decisão estavam quatro brasileiros: Sandro Dias, Pedro Barros, Edgar Pereira, o Vovô, e Marcelo Bastos, e quatro skatistas estrangeiros: o aussie defensor do título, Renton Millar, e 3 fenômenos yankees da nova geração: Alex Perelson, Paul Luc Ronchetti e Adam Taylor. Mas a glória acabou sendo de um skatista da casa. Embalado pela energia da forte torcida verde e amarela, Marcelo Bastos, paulista de 25 anos que mora na Califórnia, impressionou os juízes e, nas suas duas melhores voltas, conseguiu a pontuação de 88 e 81 pontos, com uma sequência de truques de tirar o fôlego. Sua média final, 84,50, foi a mesma de Adam Taylor, skatista da Flórida de 20 anos de idade que foi vice-campeão mundial de 2009 e, no half pipe carioca, terminou em segundo lugar pelo critério de desempate da melhor nota. Sandro Dias foi o terceiro, com a média de 84 pontos, logo à frente do fenômeno Pedro Barros, o mais novo entre os competidores que, apesar de ter feito a melhor nota da final, conseguiu 79,83 pontos de média.