AGUARDE
22 julho 2016

Segurem esse peão

O “cowboy” bem-humorado se mantém inabalável após seis etapas do tour

Mais uma etapa do circuito 2016 da elite do surfe mundial terminou e o “cowboy” australiano Matt Wilkinson ainda ocupa o lugar mais cobiçado entre os surfistas: o de líder do ranking. Acostumado a aparecer no fim da classificação geral nos anos anteriores, parece que em 2016 o jogo virou, não é mesmo?

Seis etapas já foram para a conta e, para surpresa de todos, Wilko se manteve na primeira posição desde a prova de abertura na Gold Coast, Austrália. Isso quer dizer que, apesar de estarmos no fim do mês de julho, ainda não houve uma troca sequer de liderança do CT. Impressionante, não?

Longe de ser uma das apostas de qualquer um no “Fantasy” da WSL, Matt Wilkinson começou o ano de 2016 de forma extraordinária. Para um surfista que só ficava lá trás na lista, parece que esse ano ele resolveu virar o jogo e focar nas competições. Para isso, contou com uma ajudinha extra: a do ex-surfista profissional Glenn Hall, que se tornou seu técnico e da australiana Tyler Wright.

O surfista de Copacabana (calma, não é a nossa Princesinha do Mar, mas sim, de New South Wales, na Austrália) ainda venceu a segunda etapa, em Bells Beach, e disparou na liderança. Em Margaret River, conquistou a nona colocação; no Rio de Janeiro, amargou a 25ª posição; em Fiji, quase chegou lá, já que só perdeu para o brasileiro Gabriel Medina na grande decisão; e em J-Bay, se viu eliminado na terceira rodada por outro brasileiro: Alejo Muniz.

Wilko com o microfone do Woohoo em Bells Beach. (Foto: Reprodução Gabriel Rios)

Wilko com o microfone do Woohoo em Bells Beach. (Foto: Reprodução Gabriel Rios)

Mas depois disso tudo, surge uma pergunta que não quer calar: será que Matt Wilkinson vai conseguir segurar a liderança depois da badalada etapa de Teahupoo, no Taiti? Muitos acreditam que é chegada a hora dele se despedir do primeiro posto e dar vez a outros surfistas com mais qualidade, como John John Florence ou Gabriel Medina A questão é que ninguém consegue prever o futuro e tudo pode acontecer na próxima etapa do tour. Matt Wilkinson sabe do peso que a prova tem e da grande missão que carrega até aqueles canudos perfeitos.

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