AGUARDE
28 agosto 2018

Dissecando o atual ranking do CT

Da liderança à zona da degola, destacamos o desempenho de alguns tops da WSL

Foto: Instagram Filipe Toledo

Passamos da metade do circuito da elite mundial e ao que tudo indica, a disputa pelo título desse ano será um duelo entre Gabriel Medina e Filipe Toledo. A dupla de brasileiros vem atravessando um ótimo momento e ocupa atualmente as duas primeiras posições no ranking. Filipe Toledo já tem duas vitórias na temporada e seu pior resultado foi o décimo terceiro em Bells Beach. Fora isso, chegou pelo menos as quartas de final em todas as provas e é de fato o favorito ao título de 2018. Mas o campeão mundial de 2014, Gabriel Medina vem logo atrás. Com a recente vitória em Teahupoo, e os bons resultados nas etapas passadas, Medina está mais dentro do que nunca na luta pelo bicampeonato mundial.

Foto: Instagram Gabriel Medina

Mais de nove mil pontos separam o líder Filipe Toledo do terceiro colocado, Julian Wilson. O australiano, que largou na frente com a vitória em Snapper Rocks, surfou com a camiseta amarela durante boa parte do ano, mas a perdeu em Jeffreys Bay e nunca mais recuperou. Apesar de ser um ótimo surfista, não parece determinado e com o surfe necessário para voltar ao posto de número um.

Foto: Instagram Julian Wilson

Diferentemente de Julian, o potiguar Italo Ferreira é um poço de energia e determinação. Mesmo tendo conquistado sua primeira vitória em eventos da WSL nas direitas de Bells e de repetir a dose em Keramas, Italo vem sofrendo com altos e baixos na temporada. Daqui para frente com etapas que favorecem o seu surfe, o atual número 4 do mundo pode voltar a surpreender e quem sabe incomodar Toledo e Medina.

Foto: Instagram Italo Ferreira

A partir da quarta posição dificilmente alguém conseguirá chegar com força para lutar pelo título mundial no Havaí. A zona morta, que vai do oitavo ao décimo sexto, incluindo aí Kolohe Andino, Jeremy Flores, Willian Cardoso, entre outros, não parece muito preocupada, já que não briga pelo título e a vaga para elite de 2019 está muito bem encaminhada.

Mas do décimo sétimo pra baixo, a situação fica mais delicada. Nomes como o experiente campeão mundial de 2015, Adriano de Souza, o havaiano Sebastian Zietz, e o australiano Matt Wilkinson precisam abrir o olho, porque se continuarem com apresentações medianas e burocráticas podem passar por maus bocados até o final do ano.

Foto: Instagram Adriano de Souza

Na zona da degola e precisando urgentemente de resultado para não perder a tão valorizada vaga na elite da WSL, destacamos o francês Joan Duru, e os brasileiros Ian Gouveia e Jessé Mendes. O francês tem como melhor resultado o nono lugar na etapa de Uluwatu e fora isso não conseguiu passar da segunda fase. Ian e Jessé estão em situação parecida, com Jessé levando ligeira vantagem. O paulista vem surfando bem, mas além de lutar contra seus adversários, ele também precisa enfrentar uma certa resistência dos juízes, que veem dificultando suas vitórias. Já Ian Gouveia, que ocupa atualmente a trigésima primeira colocação, precisa urgentemente de bons resultados para não sofrer no Havaí como em 2017, quando confirmou sua vaga aos 45 do segundo tempo.

Essa temporada ainda promete muitas emoções e quem sabe, reviravoltas na corrida pelo título mundial e nas vagas do cultuado Championship Tour.

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