AGUARDE
12 novembro 2018

Política e temática LGBT roubam a cena no Festival do Rio

Tinta Bruta é o principal vencedor do Festival do Rio 2018

O clima político que tomou conta do Brasil nos últimos meses continuou no palco do Odeon, no centro do Rio de Janeiro, na noite do dia 11 de novembro, durante a cerimônia de premiação do Festival do Rio 2018. O evento que chegou a correr o risco de não acontecer por falta de verba, resistiu e encerrou sob aplausos sua 20ª edição.

Na entrega dos Redentores, a temática política também roubou a cena. Após ter sido premiado na Mostra de São Paulo, o documentário “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira, foi o destaque nessa categoria no Festival do Rio. O filme que traz relatos das presas políticas do Presídio Tiradentes, durante a ditadura militar foi eleito pelo público e pelo júri como melhor documentário e Susanna ainda venceu como melhor diretora.

 

Na ficção o júri do Festival premiou outra obra já reconhecida em outros festivais. Vencedor do do urso gay no Festival de Berlim, o longa Tinta Bruta, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher foram os grandes vencedores da noite. O drama LGBT que narra a história de Pedro, levou os redentores de melhor roteiro, melhor ator coadjuvante, melhor ator e melhor filme na opinião do júri.

 

 

Première Brasil

MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO -  Tinta Bruta, de  Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

MELHOR LONGA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO -   Torre das Donzelas, de Susanna Lira

MELHOR CURTA-METRAGEM -  O Órfão, de Carolina Markowicz

Menção Honrosa curta-metragem -  Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro

MELHOR DIREÇÃO DE FICÇÃO  - João Salaviza e Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos

MELHOR DIREÇÃO DE DOC –  Susanna Lira, por Torre das Donzelas

Menção Honrosa Direção de Documentário –  Daniel Gonçalves, por Meu Nome é Daniel

MELHOR ATOR –  Shico Menegat, por Tinta Bruta, e Valmir do Côco, por Azougue Nazaré

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE –  Eliane Giardini, por Deslembro

MELHOR ATOR COADJUVANTE –  Bruno Fernandes, por Tinta Bruta

MELHOR FOTOGRAFIA –  Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

MELHOR MONTAGEM -   André Sampaio, por Azougue Nazaré

MELHOR ROTEIRO -   Filipe Matzembacher, Marcio Reolon por Tinta Bruta

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI –  Azougue Nazaré, de Tiago Melo

 

NOVOS RUMOS

MELHOR FILME -   Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio

MELHOR CURTA -   Lembra, de Leonardo Martinelli

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI -   Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes

Menção Honrosa –  Mormaço, de Marina Meliande

Menção Honrosa –  Eduarda Fernandes  pela atuação (Luna, de Cris Azzi)

Menção Honrosa –  Alexandre Amador  pela atuação (Vigia, de João Victor Borges)

Menção Honrosa –  Verónica Valenttino  pela atuação (Jéssika, de Galba Gogóia) 

 
MELHOR LONGA FICÇÃO:  Deslembro, de Flavia Castro

MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO:   Torre das Donzelas, de Susanna Lira

MELHOR CURTA:   Você não me conhece, de Rodrigo Séllos

 

PRÊMIO DA CRÍTICA  FIPRESCI

Deslembro, de Flavia Castro

 

PRÊMIO FELIX

Melhor Longa Ficção:   Sócrates, de Alex Moratto

Melhor Longa Doc:   Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti

Prêmio Especial do Júri:  Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes

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