AGUARDE
16 março 2017

Olimpíada de Tóquio: problema envolvendo o skate no Brasil se repete com o surfe na Itália

Comitê Olímpico Italiano elege Federação de Esqui aquático e Wakeboard para escolher o surfista que vai representar a Itália nos Jogos

Assim como aconteceu aqui no Brasil quando o Comitê Olímpico Brasileiro anunciou que a Confederação Brasileira de Hóquei sobre Patins será a responsável pela escolha da equipe de skate que vai tentar vaga nos Jogos olímpicos de Tóquio em 2020, na Itália o Comitê Olímpico Italiano também causou indiginação ao divulgar que a Federação de Esqui Aquático e de Wakeboard é que será responsável pelo surfe olímpico por lá.

Sem nenhuma relação com o esporte, a entidade aceitou a missão e escolheu Mirco Babini como diretor de surfe. Só que aí começou um outro problema, mesmo tendo boa vontade, Mirco também não tem relação com o surfe e sim com o kitesurfe, sendo inclusive presidente da International Kiteboarding Association (IKA).

Minha primeira intenção é consertar os desentendimentos entre alguns membros do mundo do surfe italiano com o objetivo de trabalhar em harmonia.

Apesar das palavras de apaziguamento de Babini, o clima no cenário do surfe italiano ficou tenso e o líder do projeto olímpico dentro de Federação de Surfe da Itália (FISURF), Andrea Bonfili, renunciou ao cargo.

Para a International Surfing Association (ISA), que vai cuidar do surfe junto ao Comitê Olímpico Internacional, a entidade que sempre respondeu pelo surfe na Itália foi a Federação Italiana de Surfe. Ou seja, a ISA também terá que se relacionar com uma nova instituição.


A FISURF e a ISA são parceiras de longa data. Foto: Schermata / ISA

Principal nome do surfe italiano de todos os tempos, Leonardo Fioravanti, que fez a estreia dele como integrante da elite do surfe mundial nessa quinta-feira, 16 de março, no CT da Gold Coast, amenizou a situação e declarou seu apoio ao Comitê Olímpico da Itália.

Foto de capa: ISA/Chris Grant

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