AGUARDE
10 julho 2015

Kalani Lattanzi, o waterman

Durante o Itacoatiara Pro, o local falou da onda gigante que pegou no México e da sua relação com o mar

Kalani contou com a torcida do público de Itacoatiara no dia final do evento. Depois de uma disputa acirrada na semifinal com Amaury Lavernhe, o local brigou pela terceira colocação com o português Antonio Carodoso. Kalani agora está em terceiro no ranking geral do mundial de bodyboard da APB de 2015.
Itacoatiara Pro 2015 (Foto: Luis Muller)

Itacoatiara Pro 2015 (Foto: Luis Muller)

Como é ser convidado para competir uma etapa do mundial no quintal de casa?

Eu me sinto honrado no meio de tantos atletas de nível mundial aqui. Ser escolhido para participar da competição é uma honra e poder representar a galera de casa é muito bom. E eu tenho uma vantagem: um conhecimento maior das ondas.

Você não compete o tour. O que você faz além do bodyboard?

Eu pego bastante onda de peito também. Eu sou o atual campeão aqui de Itacoatiara de surfe de peito. E eu também pego onda de surfe, então eu não sou só um bodyboarder, eu sou tipo um "waterman". Gosto de estar dentro d'água sempre, não importa como.

Eu sou tipo um "waterman". Gosto de estar dentro d'água sempre, não importa como.


Você tem postado muitas fotos surfando de quilha. Até onde vai essa sua relação com o surfe?

O bodyboard não me dá um sustento, eu não tenho um patrocinador que me pague bem. Então eu estou tentando investir no surfe... eu quero ser um surfista de ondas grandes.
Kalani Lattanzi em onda gigante em Puerto Escondido, no México (Foto: Yana Vaz/Divulgação)

Kalani Lattanzi em onda gigante em Puerto Escondido, no México (Foto: Yana Vaz/Divulgação)


Você pegou uma onda no México considerada a maior onda já surfada por um bodyboard. Como foi essa experiência?

A gente já sabia que iam quebrar umas ondas assim, até porque no dia anterior já estava grande e eu tinha caído de surfe. Quando a gente acordou naquele dia, estava realmente gigantesco. Tinham só duas pessoas na água: o Pedro Calado e mais um gringo. Todo mundo estava com medo de entrar, todos os big riders, mas aí por volta de 7:30 da manhã a galera decidiu cair. A gente foi por outra praia porque não dava para entrar ali por Zicatela. Só de remada foram mais de 30 minutos. Quando eu cheguei no pico o Mark Healey pegou uma onda de surfe e logo atrás veio uma série que me varreu de dentro d’água, eu e mais uns 5 caras. Eu tirei meu strep e afundei, minha prancha foi parar na areia e o jet ski tirou a gente de lá. Depois disso eu esperei mais umas 3 horas e resolvi cair de novo. Na hora do vento, nem estava muito bom, mas eu fiquei com aquilo martelando na minha cabeça. Eu estava lá dentro, mas não peguei a onda, sabe?! Aí eu decidi tentar cair de novo, fui lá pela outra praia, mais 30 minutos de remada até o pico. Assim que eu cheguei, surgiu aquela onda para mim. Ela veio perfeita e eu fui. Só que como no bodyboard quica muito, a prancha acabou embicando e bom, mas foi maneiro, valeu a pena! (risos)

E da onde sai essa coragem? Você caiu sem colete, se jogou

Cair sem colete foi uma irresponsabilidade minha, mas eu gosto de estar na água, não sei, eu não sinto muito medo não. O medo da para controlar, sabe. Eu gosto de estar ali dentro.

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