AGUARDE
01 outubro 2015

Jessica Becker de olho em 2016

Campeã da etapa de Sintra, Jessica Becker não faturou o título de 2015, mas se diz pronta para a próxima temporada

A temporada de Jessica Becker no circuito mundial de bodyboard não terminou como ela esperava, mas embalada pela conquista da penúltima etapa, que aconteceu em Sintra, a competidora, local de Macaé, no Rio de Janeiro, se diz ainda mais focada para brigar pelo troféu da próxima temporada.

Ainda em Nazaré, Portugal, onde acontece a última prova do circuito mundial de bodyboard feminino, Jessica cedeu uma entrevista ao Woohoo.

Vale lembrar, que a bodyboarder das Ilhas Canárias, Alexandra Rinder faturou em Nazaré o título mundial da temporada, antes mesmo do fim da prova.

Emoção foi o que não faltou para Jessica no pódio. FOTO: Divulgação (Jessica)

Emoção foi o que não faltou para Jessica no pódio. FOTO: Divulgação (Jessica)

Balanço da etapa de Sintra?
Sintra é um dos eventos Mais aguardados pelos atletas por ser a etapa mais constantes no circuito, esse ano foi o vigésimo aniversário do Sintra Portugal Pro. Sintra pra mim é um lugar que onde as possibilidades de arrancar um bom resultado são grandes já que é uma onda muito parecida com a que eu treino em Macaé e esse ano não deu outra, finalmente minha primeira vitória em Sintra após fazer vários pódios nos últimos anos.

Como está sendo a organização da APB?
O circuito mundial está em uma fase de transição e a APB está tentando levantar o circuito se baseando em ondas com potencial, como Nazaré Pro que está em sua primeira edição no circuito mundial e eventos mais organizados, muitos detalhes foram incrementados que melhoram a qualidade de competição para os atletas mas como ainda é uma fase de transição ainda existem alguns problemas, mas nada que não possa ser revisto para os próximos anos. A voz ativa dos atletas também tem sido um ponto importante dentro da organização e acredito que se torna um circuito onde existe democracia entre organização e atletas.

Planos para depois que acabar o tour de 2015?
Muito surf, treinamento e preparação para o ano de 2016!

Retrospectiva das etapas do Chile?
Como atleta de ponta que sempre disputa o título mundial, o Chile no geral não foi bom, infelizmente os resultados foram decisivos para o título mundial e ver a Alexandra Rinder vencer as duas etapas seguidas foi um tapa na cara pois eu sabia que isso ia complicar o restante do tour. Em termos de onda, eu fiquei apaixonada por Arica e surfar em El Gringo, ou Flopos como é chamado pelos locais, foi uma experiência incrível e sem dúvidas incrementou muito no meu surf, pois de lá eu sai com uma nova visão de como surfar e se comportar com ondas perigosas.

Como você avalia sua temporada de 2015 no circuito mundial?
Foi um ano bom, não foi o que eu planejei para 2015, pois fatos externos em relação ao circuito influenciaram e quebraram todo o projeto e estratégias que eu tinha feito para o circuito mundial de 2015. O aumento da pontuação da etapa do Japão em cima da hora me quebrou as pernas já que era uma etapa que eu já havia descartado porque a pontuação era baixa e a saída da etapa de Puerto Rico em novembro fez babar tudo de vez.

Fale da Alexandra Rinder, atual campeã mundial.
Alexandra é uma atleta de grande potencial que dispensa comentários. Nesses últimos eventos tive a oportunidade de conhecê-la melhor e sem dúvidas ganhou minha amizade e carinho. Quando eu gosto de uma pessoa eu realmente gosto de coração, quando não gosto eu simplesmente respeito. A Rinder é uma atleta que o esporte precisa, que qualquer esporte precisa, você sente o entusiasmo e o amor pelo que faz, você consegue enxergar nela a importância de surfar. E no fundo até sinto uma pontinha de inveja branca por isso rsrs. Resumindo, é sem duvidas uma atleta excepcional e que tem todo apoio da família. Sempre que a mãe dela pode ela está presente e é uma das grandes incentivadora dela! A Andrea é um exemplo de mãe de atleta, leva pra surfar, assiste às baterias, avalia as ondas, é incrível!

Se você fizesse parte da organização do circuito mundial de bodyboard. Quais seriam suas 3 primeiras medidas?

1ª - Conforto para os atletas, disposição de massagistas e fisioterapeutas, disponibilidade de alimentação de adequada e balanceada durante o evento (ao meu ver o que é disponibilizado não é o ideal, como professora de educação física e pós graduada e fisiologia do exercício e nutrição esportiva) o que é oferecido não sustenta a demanda de energia gasta durante o dia de competição. A disponibilidade de maquinas ergométricas para aquecimento, principalmente em países frios.
2ª - Destaque para os tops com camisas nomeadas
3ª - E melhorias nas estruturas básicas, como áudio e locução, disponibilização de mais juízes, principalmente quando a estrutura é montada fora do alcance de visão dos juízes e eles não conseguem enxergar a finalização na beira porque tem um barranco na frente. Seria ideal ter mais três juízes na beira com uma estrutura, tendas e sistema informatizado mais próximo a finalização das ondas nos eventos onde realmente é preciso.

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